22
Abr 10
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Abr 10

Aquecimento global - explicações simples

 

Tenho encontrado na internet vários comentários de gente que acredita que o aquecimento global não passa de um mito, ou de uma conspiração com fins políticos e económicos. Infelizmente o aquecimento global é real, e negá-lo só irá aumentar a dimensão do problema. Para ajudar a que as pessoas aceitem a realidade e resolvam agir segue-se uma explicação muito simples do que afinal se trata isto do Aquecimento Global.

 

 

Quando a luz solar atinge a Terra parte dela é reflectida e parte dela é absorvida por gases existentes na atmosfera, entre eles o dioxido de carbono (CO2). Essa luz que é absorvida faz com que o planeta retenha algum calor do sol, permitindo a vida.

Sabemos também que inspiramos oxigenio, e expiramos dioxido de carbono. Em troca, durante o dia, as arvores (e todas plantas em geral) absorvem dioxido de carbono e libertam oxigenio. Este é um equilibrio natural, e tudo corre bem desde que haja vida vegetal e animal em numeros adequados.

 

Este equilibrio foi quebrado a partir do momento que o homem criou máquinas e industrias que libertam dioxido de carbono. Simplificando, havendo consumo de combustiveis fosseis ( petroleo, carvão, etc) há emissão de dioxido de carbono. Basta pensar no número de veiculos que circulam todo dia e podemos ver claramente o quanto aumentou a quantidade de dioxido de carbono na atmosfera.

 

Para compensar este aumento de dioxido de carbono deveriamos aumentar as zonas verdes. Mas o que acontece é o contrário. Com o crescimento da população e o aumento da economia as zonas verdes têm sido destruídas para obterem-se terrenos para habitação, estradas, áreas de cultivo e de pecuária etc.

 

E isto é real, compare o seu dia-a-dia actual com a sua infancia, ou com a infância dos seus pais. Tinha carro particular? Usava-o com frequência? Encontrava nas lojas produtos importados com tanta facilidade?(o que implica transportes) Quantos terrenos baldios, com vegetação natural, que conhecia da sua infância são agora zonas residenciais ou industriais?

 

 

O que pode fazer?

 

Aquilo que se tem dito vezes sem conta, mas agora faça-o com conhecimento e com sentimento de dever cumprido: evite usar o carro, ofereça e peça boleia, prefira produtos da região (leve antes uma laranja do algarve do que uma manga do Brasil, por exemplo), participe em acções de reflorestação, etc.

 

 

Espero que este post tenha sido util, não se trata de paranoias de ecologistas nem de tramas economicas.

A internet nem sempre é confiável mas pode encontrar isto em livros, documentários etc.


Para os incrédulos acabei de confirmar esta informação neste livro: Dicionário escolar da natureza, de David Burnie, Editora Civilização. Um livro muito básico, destinado a jovens estudantes, quem diria...

publicado por oxarim às 22:01 | comentar | favorito
17
Abr 10
17
Abr 10

Reutilização de óleo vegetal usado

 

Se ainda é daqueles que deita o óleo usado pelo cano abaixo, ou se inocentemente coloca-o numa garrafa e deita no lixo então este post é para si.

 

Além de poluir a água o oleo alimentar dificulta o bom funcionamento das ETARs.

Ao ser transportado pelo esgoto, o óleo pode chegar aos rios, lagos e etc.
Por ser mais leve, o óleo forma uma camada sobre a superfície da água impedindo a oxigenação. Isso pode causar até mesmo o fim de algumas espécies de peixes e plantas aquáticas.

 

Por outro lado, o óleo alimentar usado pode servir para produzir biodiesel. Este combustível é uma alterativa aos combustíveis fosseis (gasolina, gasóleo, com reservas limitadas em constante diminuição) e além disso a sua utilização produz menos gases responsáveis pelo efeito de estufa. Apesar de haverem poucos veículos em circulação que funcionem apenas a biodiesel é possível usá-lo em qualquer automóvel a gasóleo, sem fazer qualquer adaptação ao veiculo, desde que a proporção de biodiesel não seja maior que 30% em relação ao gasóleo.

 

A AMI está a levar a cabo uma campanha de recolha de óleos alimentares para produção de biodiesel.

Veja aqui qual o local mais próximo de si para depositar o seu óleo usado. Evita a poluição da água, ajuda a produção de biodiesel e a AMI receberá um donativo por cada litro de óleo recolhido.

publicado por oxarim às 14:03 | comentar | ver comentários (2) | favorito
07
Abr 10
07
Abr 10

Diga não a arroz trangenico em Portugal

 

Pela primeira vez uma empresa (Bayer) pretende comercializar arroz transgénico na União Europeia. Até aqui as plantas transgénicas estavam praticamente limitadas às rações animais. Mas agora a engenharia genética chegou directamente ao nosso prato.


A empresa Bayer pretende que a UE aprove até ao final de 2009 a importação e consumo do arroz LL62, um arroz transgénico que é muito diferente do arroz convencional tanto em termos de vitaminas (B5 e E), como em cálcio, ferro e ácidos gordos. Este arroz foi manipulado para se tornar resistente a grandes doses do herbicida glufosinato, (também da Bayer). Isso significa que cada bago de arroz transgénico vai ter mais resíduos desse poluente do que qualquer outro tipo de arroz - e o glufosinato foi avaliado como sendo de «alto risco» para o ser humano e outros mamíferos.


Esse herbicida glufosinato é tão tóxico que já foi decidida a sua proibição na União Europeia a partir de 2017. Se a União Europeia aprovar o arroz transgénico é como estar a dizer: «Não permitimos cá este herbicida, mas não queremos saber se abrimos as portas para este arroz ser produzido noutros países que assim vão ficar poluídos. Também não nos interessa se o glufosinato, apesar de proibido, acaba por voltar a entrar na nossa cadeia alimentar através do arroz que importarmos.»

Os resíduos do herbicida não desaparecem quando se coze o arroz e a entrada do arroz transgénico na Europa, segundo documentos da própria empresa Bayer, vai levar à contaminação dos campos de cultivo de arroz normal.

Neste momento não existe cultivo comercial de arroz transgénico em país algum do mundo. A Bayer quer forçar a União Europeia a aprovar a importação do arroz LL62 de modo a depois começar o cultivo em países com legislação mais frágil. A consequências será a contaminação das variedades de arroz um pouco por todo o mundo. E finalmente a União Europeia ver-se-á obrigada a autorizar o cultivo transgénico também por cá, porque – tal como já acontece com outras espécies – as variedades normais de arroz terão ficado irremediavelmente comprometidas.

Mas nada está perdido. Ainda estão pela frente duas votações em Bruxelas, uma a nível de comité regulador e outra no Conselho de Agricultura, que ainda não têm data marcada. Portugal tem 12 votos e são necessários 91 votos contra para bloquear esta aprovação. Para a chumbar definitivamente é preciso reunir 255 votos (existe um total de 345 votos no Conselho). Se Portugal se abstiver é como se estivesse a votar a favor - só um voto contra é que interessa! Por isso vale a pena mostrar ao ministro de que lado temos de nos colocar, porque a nossa posição pode fazer a diferença na balança europeia.

 

 

Para ajudar pode aceder ao site www.stopogm.net onde terá um modelo de carta a enviar ao ministro da agricultura manifestando a sua oposição à comercialização deste arroz. Só tem que copiar esta carta, alterá-la se pretender, e enviar para os endereços indicados no site (postal e electrónico).

publicado por oxarim às 13:14 | comentar | favorito
02
Abr 10
02
Abr 10

Faça o seu iogurte em casa

 

Cada vez que compra iogurtes no supermercado leva também consigo conservantes, corantes, aromas artificiais e outros químicos, inevitáveis nos alimentos industrializados.

Já para não falar em todas embalagens. Imagine a quantidade de copinhos de plástico que foram parar ao lixo por todos iogurtes que já comeu...

 

O iogurte é produzido a partir da fermentação do leite, que por sua ver é feita por bacterias. Na verdade só precisamos de aproveitar as bacterias que existem num iogurte que compramos e dar-lhes alimento para se multiplicarem, produzindo mais iogurte.

 

Deixo-lhe aqui uma receita simples para fazer o seu iogurte em casa.

 

1 iogurte natural

1 copo de leite gordo

 

Ferva o leite. Deixe arrefecer um pouco. Coe as natas que se tenham formado e misture o leite com o iogurte. Tape com um pano e deixe repousar à temperatura ambiente.

Geralmente faço à noite e no dia seguinte de manhã já tenho um iogurte bem cremoso (por isso nem sei quantas horas demora a ficar pronto).  Imagino que dê para colocar mais leite e conseguir maior quantidades, só deve demorar mais tempo. Depois é só adicionar ingredientes ao seu gosto: açúcar, frutas batidas, cereais etc.

Conserva-se bem no frigorífico pelo menos 2 dias.

 

Experimentem e deixem sugestões vossas.

publicado por oxarim às 16:27 | comentar | favorito