25
Ago 10

Mel em vez de açúcar

 

Uma das principais formas de reduzir o aquecimento global é evitar ao máximo o transporte de mercadorias consumindo produtos locais.

 

O açúcar é um dos produtos que todos consumimos todos os dias e que não é produzido por cá. A cana do açúcar dá-se bem em climas tropicais onde há bastante humidade e temperaturas altas, algo que não se encontra na Europa. O açucar que consumimos é trasnportado por longas distâncias até cá chegar produzindo assim dioxido de carbono em grandes quantidades. Além disso até chegar ao seu estado final o suco extraído da cana é submetido ao processo de refinação que inclui várias fases e produz ainda mais poluição.

 

Na sua boa intenção uma empresa de refinação de açúcar inclui no seu site um vídeo com todos esses processos e indica até a proveniência do açúcar que comercializa como podem ver aqui.

 

Tudo isto pode ser evitado se começar a usar mais o mel em vez do açúcar. Não é dificil encontrar mel caseiro produzido em Portugal. Além de ajudar o ambiente estará a usar um alimento mais completo, que contém por exemplo mais vitamina C, calcio, magnésio, potássio e fósforo do que o açucar branco refinado.

 

Se não gostar de mel pode sempre optar pelo açucar amarelo que não passa pelo processo de refinação, evitando assim alguma poluição e gasto de energia e consumindo um produto mais puro e muito mais nutritivo.

 

Pode comparar a composição do açúcar branco, do açúcar amarelo(mascavo) e do mel nesta tabela nutricional por exemplo.

 

É uma mudança de hábitos pequena mas uma grande ajuda para o ambiente.

publicado por oxarim às 18:28 | comentar | favorito
25
Mai 10

Horta de varanda

 

Já muito se tem falado sobre a necessidade de consumir produtos produzidos na nossa região, especialmente a nível de alimentação. Isto nem sempre é muito fácil e mais cedo ou mais tarde acabamos por falhar neste ponto. Não venho trazer aqui nenhuma solução milagrosa apenas incentivar algum cultivo caseiro. Como muitos portugueses vivo num apartamento, sem possibilidade de cultivar grande coisa. No entanto podemos sempre ter a horta de varanda como lhe chamo. Há várias ervas aromáticas e até alguns frutos e cereais que podem ser plantados em vasos. Eu escolhi os morangos e a hortelã. Aqui estão os primeiros resultados. (depois de uma primeira tentativa falhada a segunda remessa de sementes de hortelã teima em não germinar...)

Mais do que realmente fazer a diferença consumindo produtos da região esta é uma forma de nos ligarmos com a terra e de produzirmos algo nosso que nos dá muito prazer a consumir. E é uma boa actividade para as crianças. Escolha o fruto, erva ou cereal do seu agrado e mãos na terra.

 

Aqui fica um link que pode ajudá-lo

 

Organic Gardening

 

 

publicado por oxarim às 14:24 | comentar | ver comentários (1) | favorito
17
Abr 10

Reutilização de óleo vegetal usado

 

Se ainda é daqueles que deita o óleo usado pelo cano abaixo, ou se inocentemente coloca-o numa garrafa e deita no lixo então este post é para si.

 

Além de poluir a água o oleo alimentar dificulta o bom funcionamento das ETARs.

Ao ser transportado pelo esgoto, o óleo pode chegar aos rios, lagos e etc.
Por ser mais leve, o óleo forma uma camada sobre a superfície da água impedindo a oxigenação. Isso pode causar até mesmo o fim de algumas espécies de peixes e plantas aquáticas.

 

Por outro lado, o óleo alimentar usado pode servir para produzir biodiesel. Este combustível é uma alterativa aos combustíveis fosseis (gasolina, gasóleo, com reservas limitadas em constante diminuição) e além disso a sua utilização produz menos gases responsáveis pelo efeito de estufa. Apesar de haverem poucos veículos em circulação que funcionem apenas a biodiesel é possível usá-lo em qualquer automóvel a gasóleo, sem fazer qualquer adaptação ao veiculo, desde que a proporção de biodiesel não seja maior que 30% em relação ao gasóleo.

 

A AMI está a levar a cabo uma campanha de recolha de óleos alimentares para produção de biodiesel.

Veja aqui qual o local mais próximo de si para depositar o seu óleo usado. Evita a poluição da água, ajuda a produção de biodiesel e a AMI receberá um donativo por cada litro de óleo recolhido.

publicado por oxarim às 14:03 | comentar | ver comentários (2) | favorito
07
Abr 10

Diga não a arroz trangenico em Portugal

 

Pela primeira vez uma empresa (Bayer) pretende comercializar arroz transgénico na União Europeia. Até aqui as plantas transgénicas estavam praticamente limitadas às rações animais. Mas agora a engenharia genética chegou directamente ao nosso prato.


A empresa Bayer pretende que a UE aprove até ao final de 2009 a importação e consumo do arroz LL62, um arroz transgénico que é muito diferente do arroz convencional tanto em termos de vitaminas (B5 e E), como em cálcio, ferro e ácidos gordos. Este arroz foi manipulado para se tornar resistente a grandes doses do herbicida glufosinato, (também da Bayer). Isso significa que cada bago de arroz transgénico vai ter mais resíduos desse poluente do que qualquer outro tipo de arroz - e o glufosinato foi avaliado como sendo de «alto risco» para o ser humano e outros mamíferos.


Esse herbicida glufosinato é tão tóxico que já foi decidida a sua proibição na União Europeia a partir de 2017. Se a União Europeia aprovar o arroz transgénico é como estar a dizer: «Não permitimos cá este herbicida, mas não queremos saber se abrimos as portas para este arroz ser produzido noutros países que assim vão ficar poluídos. Também não nos interessa se o glufosinato, apesar de proibido, acaba por voltar a entrar na nossa cadeia alimentar através do arroz que importarmos.»

Os resíduos do herbicida não desaparecem quando se coze o arroz e a entrada do arroz transgénico na Europa, segundo documentos da própria empresa Bayer, vai levar à contaminação dos campos de cultivo de arroz normal.

Neste momento não existe cultivo comercial de arroz transgénico em país algum do mundo. A Bayer quer forçar a União Europeia a aprovar a importação do arroz LL62 de modo a depois começar o cultivo em países com legislação mais frágil. A consequências será a contaminação das variedades de arroz um pouco por todo o mundo. E finalmente a União Europeia ver-se-á obrigada a autorizar o cultivo transgénico também por cá, porque – tal como já acontece com outras espécies – as variedades normais de arroz terão ficado irremediavelmente comprometidas.

Mas nada está perdido. Ainda estão pela frente duas votações em Bruxelas, uma a nível de comité regulador e outra no Conselho de Agricultura, que ainda não têm data marcada. Portugal tem 12 votos e são necessários 91 votos contra para bloquear esta aprovação. Para a chumbar definitivamente é preciso reunir 255 votos (existe um total de 345 votos no Conselho). Se Portugal se abstiver é como se estivesse a votar a favor - só um voto contra é que interessa! Por isso vale a pena mostrar ao ministro de que lado temos de nos colocar, porque a nossa posição pode fazer a diferença na balança europeia.

 

 

Para ajudar pode aceder ao site www.stopogm.net onde terá um modelo de carta a enviar ao ministro da agricultura manifestando a sua oposição à comercialização deste arroz. Só tem que copiar esta carta, alterá-la se pretender, e enviar para os endereços indicados no site (postal e electrónico).

publicado por oxarim às 13:14 | comentar | favorito